Segunda-feira, 28/Abril/2008...23:33
Desejos sobre a Champions League
Amanhã começam os jogos de volta das semifinais da Champions League e descobriremos quem vai a Moscou - onde eu também deveria ir esse ano, mas não pude - para a disputa da finalíssima do único torneio com jogos de futebol de alto nível técnico no mundo (Liverpool 4×2 Arsenal deve ter sido a partida mais fantástica e bem jogada dos últimos dez anos!).
Odeio o Manchester United. Tenho asco do Cristiano Ronaldo, apesar de reconhecer a grande temporada que vem fazendo. Logo, torcerei para a zebra catalã invadir o Old Trafford e deixar os diabinhos vermelhos de fora da final. O empate sem gols do jogo de ida foi um bom resultado para o time do Rijkaard, e seria divertido ver o Messi entortando os zagueiros do clube inglês para garantir um empate com gols - um do Henry, lógico! -, obrigando o “sir” Alex Fergusson a engolir a empáfia por ter sido um cagão em Camp Nou para segurar o 0×0. E o mais legal de o Barcelona ir à final é não sermos obrigados a aguentar a mídia burra brasileira dizendo que isso só aconteceu graças à magia do Ronaldinho Gaúcho.
Mas, quanto ao circo brasileiro, corremos um risco sério. E ele se chama Belleti. O jogador mais sortudo do mundo, campeão mundial pela seleção em 2002, fez gol de título pelo Barça na Champions League em 2006, se não tem nadinha de nada de futebol para mostrar, sem dúvida tem estrela. E o Chelsea, uma Portuguesa londrina, sem querer ofender os patrícios donos das padarias, ficou com uma mão na vaga para a final após o gol reesível ganhado no final da primeira partida contra o Liverpool em Anfield Road, no primeiro jogo. Imagina uma outra taça desse nível no curriculum do ex cruzeirense e sãopaulino?!
Ainda assim, não sei para quem torço. No fundo, há um desejo sádico de ver o sucesso do Chelsea, para escancarar o nível imoral do futebol, em que a grana suja do Abbramovitch leva um clube medíocre ao título da mais importante competição interclubes do mundo, mas todo mundo faz vistas grossas. Por outro lado, o Liverpool é um inglês de tradição no torneio e, sem fazer muito barulho, monta ótimas equipes que nunca praticam a “molecagem esperta tupiniquim”, mas sempre brilham, para desespero dos nostálgicos do futebol-arte.
Se o título não for para Old Trafford, já ficarei feliz. E, mais ainda, se o Cristiano Ronaldo terminar a temporada sem a Premierleague, a Champions League e a Euro. Será divertido ver como a France Football e a FIFA vão se virar para dar seus troféus ao único jogador de nível do ano, mas que, então, terá sempre falhado nos momentos chaves das conquistas.
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