Domingo, 18/Maio/2008...16:32

À beira da insanidade, a felicidade

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Foram duas semanas pelas quais eu esperei os últimos dez anos. Ok, ok, talvez um pouco menos. A última vez que o Queensrÿche, uma das minhas duas bandas favoritas de todos os tempos – a outra é Savatage – aportou em terras brasileiras foi em 1997, quando, jovem e sem muita noção das coisas, jamais havia viajado para ver um show mais de uma vez em locais distintos apenas pelo puro fanatismo.

Só em 2001, quando o finado Savatage aportou por essas terras e eu acompanhei os cinco shows, esse fascínio por viajar para ver uma banda começou. E a espera para fazer o mesmo com o Queensrÿche só acabou neste mês de maio, após inúmeros boatos ano passado e o adiamento da tour inicialmente programada para março. Deveria ter visto todos as apresentações, mas, infelizmente, não pude ir à Belo Horizonte sábado passado. Assim, compareci apenas no Rio de Janeiro, como já disse no post anterior, além de Curitiba e, obviamente, São Paulo. Leve-se em consideração os planos iniciais de vê-los em Porto Alegre, com passagem comprada e tudo, não realizada pelo cancelamento da data.

Soa como insanidade gastar uma grana alta para ver shows, mas já é algo tradicional para mim. Como escrevi na minha “descrição” no Whiplash, vivo à pão e água durante onze meses para passar alguns dias das minhas férias na Europa assistindo bandas cuja chance de passar por aqui é mínima. Quando elas vêm para cá, tendo a não querer perder nenhum minuto. Nessa vida muitas vezes vazia de significado, esses se transformam em momentos inesquecíveis.

Mas viajar para ver shows é sempre muito legal. Toda a ansiedade de se deslocar na esperança de dar tudo certo, ir a lugares desconhecidos, esperar para ver a reação de públicos diversos, verificar como muitas pessoas se assustam ao saber que você gosta tanto de uma banda a ponto de fazer isso, tudo é de uma excitação impressionante. Sem contar a expectativa de poder conferir apresentações diferentes, de repente ouvir aquela música só tocada naquele dia naquela cidade, o suficiente para deixar um sorriso na sua cara por alguns dias.

O problema é quando tudo isso acaba. Sobra uma sensação de volta à vida comum, muitas vezes deprimente. Gastei boa parte do dia de ontem nas fotos e vídeos que fiz dos shows, resignado por perder uma apresentação, felicíssimo por ter visto outras três sabendo de mais duas ainda para conferir daqui a um mês, mas insatisfeito de tudo isso ter acabado e, agora, vem por aí uma semana comum de trabalho. Sem agitação, sem nada de diferente, apenas a volta à rotina.

Felizmente, por apenas um mês. Depois, férias e lá vou eu de novo ao velho mundo. Até lá, devo atualizar essa página com mais freqüência.

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