Sexta-Feira, 29/Agosto/2008...19:04

Update de peso!

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Não. Eu não esqueci desse blog.
Vou tentar reativá-lo aos poucos.
Até vou falar um pouco mais dos Jogos Olímpicos, da Seleção Brasileira, de Fórmula 1, de música, de filmes – embora faça tempo que eu não vá ao cinema. Depois. Agora é hora de pegar pesado.

Paradoxalmente, pegar pesado falando sobre o que eu tenho feito de mais divertido.

Quando voltei da minha viagem à Europa no mês de junho (falarei dela também no futuro), trouxe comigo várias revistas de metal lá compradas (francesas e inglesas). A maior parte delas cobre bandas e eventos do meu dia-a-dia, mas a britânica Terrorizer exibia coisas que eu jamais ouvira falar. Então, quando arranjo tempo, eu tenho lido uma matéria e corrido atrás do disco nos torrents da vida para saber como que a dita-cuja soa.

Algumas bandas me chamaram a atenção. A primeira foi a Asva. Falaram que se tratava de um prog-metal revolucionário, mas, até agora, eu não consegui chegar na primeira música do álbum What You Don’t Know is Frontier – há uma introdução de uns 20 minutos, depois uma espécie de faixa de transição de 15 minutos. Não sei se o disco acabou sem começar e eu nem vi as demais passarem (são só mais duas), mas um dia desses eu crio coragem para tentar dar-lhe mais uma chance.

A outra banda é o Nachtmystium. Essa é uma das “bandas cansadas de black metal”, ou seja, “éramos toscos, mas aprendemos a tocar e vimos que black metal é chato demais”. A obsessão por Pink Floyd já fica latente no título do disco: The Black Meddle. A primeira faixa se chama “One of these Nights” e há referências semi-homenageadoras à trupe de Gilmour e/ou Waters. O álbum é divertido, até recomendo para quem gosta de metal mais extremo.

Sem contar no disco novo do Evergrey. Ainda não quero dar um “parecer terminativo”, mas soa para mim como o melhor trabalho dos suecos. Retoma a linha mais “técnica” usual da banda, sem perder a vontade de ser cativante do Monday Morning Apocalypse nem os climas soturnos semi-deprês de sempre. Vale a ouvida, principalmente em “Soaked”, para mim, e sem medo de aqui ser categórico e com as óbvias chances de mudar de opinião depois, a melhor música deles em todos os tempos.

Obviamente, aguardando vazar o disco novo do Metallica. Resumindo: gostei bastante da “The Day that Never Comes”, aprecio com reservas a “My Apocalypse” e achei a “Cyanide” bem chatinha. Só não me assusto mais com a quantidade de hype em torno de Death Magnetic. Houve o mesmo com St. Anger e nós sofremos ouvindo como acabou – sem contar que odeio quando falam mal do Black Album e do Load para elogiar as músicas novas. São dois discos fantásticos.

Depois quero falar da minha teoria sobre a amarelância brasileira nos Jogos Olímpicos e a grande descoberta do seu Nuzman de que precisamos de psicólogo. Ah vá…

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