Cansou de ouvir aquele velho black metal de sempre… então prossiga.
13. Ancient VVisdom – A GodLike Inferno
Depois de o Black Metal malvado, séptico e intragável ser moda, a bola da vez é conseguir ser demoníaco de uma forma mais oculta. Se o Ghost ano passado conseguiu se transforamr num fenômeno de marketing, em 2011 a notícia foi o Ancient VVisdom. Musicalmente, é até mais legal. Com passagens folk, melodias absurdas, esse grupo prega o satanismo de uma forma radiofônica que daria orgulho ao Tom Petty e Johnny Cash. Vale a audição com carinho, e com o demônio.
12. In Solitude – The World. The Flesh. The Devil.
Quando ouvi The Witches’ Sabbath, do primeiro disco, pensei que finalmente alguém conseguira fazer uma banda à la Mercyful Fate bem legal. Em The World. The Flesh. The Devil, o In Solitude mostrou ter capacidade de ser muito mais do que isso, como se fosse pouco. Arranjos complexos que ora flertam com a inspiração citada, ora com as aventuras mais progressivas do metal como Nevermore, linhas vocais sublimes de Pelle “Hornper” Åhman, tudo mantendo um clima soturno e agressivo na medida certa para o bom apreciador de um metal clássico com tendências satânicas.
11. Absu – Abzu
Os primeiros segundos começam com um grito e uma linha de instrumental meio thrash que pode indicar tanto um disco do King Diamond quanto a maior putrefação possível e imaginável. Os veteranos da cena black metal norte-americana recaem na segunda opção. Mesclando seu som típico com outras influências mais thrasheiras, a banda faz uma devastação sonora com requintes de crueldade, complexa e envolvente, sem dó alguma de criar uma música de 6 partes em 14 minutos sem deixar o ouvinte respirar . Com uma produção fenomenal, um jeito único de fazer um certo mais do mesmo num estilo tão saturado que já ficou chato. Pra chamar a atenção, deve ser muito bom. Abzu é, com sobras.
10. Wolves in the Throne Room – Celestial Lineage
Como o Absu, o Wolves in the Throne Room é uma banda americana de black metal. Mas, no caso aqui, a extremidade vai para o outro lado. É preciso ser muito bom para trabalhar numa linha de riffs esmagadores, com bateria avassaladora por trás, e fazer tudo isso soar bonito, melancólico, em alguns momentos mais épicos, outros mais psicodélicos. Uma pena o duo de irmãos ecochatos mentores da banda resolveram terminar esse projeto e Celestial Lineage seja o disco terminal do Wolves in the Throne Room. Uma despedida em altíssimo nível de quem pegou um estilo musical e conseguiu dar ares inimagináveis a algo outrora tão monótono.
No próximo episódio, uma ode ao sofrimento e à miséria humana.