Top 15 de 2011 – Parte 3: A vida é sofrimento

Essa parte é para quem acredita serem os momentos de dor os responsáveis pela inspiração mais funcional.

9. Ghost Brigade – Until Fear no Longer Define Us

Essa banda finlandesa pode ser definida como um meio termo entre o Amorphis e o Anathema. Ou seja, os arranjos variam de mais de uma música a outra, típico dos mestres finlandeses, há a mistura de vocais guturais com outros melodiosos e limpos como voltou a ser característica dos contenrrâneos, mas a sensação melancólica típica dos clássicos discos da fase anterior do Anathema está lá, com um grau de perfeição que só quem vive no país dos mil lagos consegue descrever.

8. Today is the Day – Pain is a Warning

Há quem tenha por referência do Today is the Day o fato de ter contado com membros do Mastodon no passado. Mas isso significa pouco diante do grind-sludge típico do grupo, que mistura densas melodias sofridas e agressivas do Sludge com um ódio acima do normal, típico do grindcore. Em Pain is a Warning, o grupo texano resolveu forçar um pouco mais a barra e trouxe alguns elementos diferentes, combinando uma seção rítmica bem mais forte, em alguns momentos lembrando até AC/DC, o que confere algo de certo modo inusitado ao seu estilo já bem característico.

7. YOB – Atma

Mais um disco que exala sofrimento por todos os poros, essa banda americana de doom/stoner caminha pelos lados do sludge e de mãos dadas com o progressivo, em faixas longas e imprevisíveis, bem construídas que variam do mais puro desespero, passa por momentos de pura introspecção quase atmosférica para terminar vez por outra de forma explosiva, utilizando um instrumental apuradíssimo, solos bem inspirados, enfim, tudo dentro do esperado de um disco desse estilo, mas quando entregues com tamanha qualidade é garantia de um clássico.

6. Tombs – Path of Totality

O Tombs é uma daquelas bandas de sludge que não apresenta limites em seu som. Um pouco de tudo está aqui: hardcore, post-hardcore, doom metal, progressivo, sludge, black metal, death metal. Fazer tudo isso soar coeso e ter sentido é uma missão ingrata, e o resultado muito acima do satisfatório conseguido pelo grupo novaiorquino é um sinal da grandiosidade deste insano, desesperado e desolador álbum.

E chega de sofrer! No próximo episódio, prepare-se para viajar.

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