Top 15 de 2011 – Parte 4: Progredindo para todos os lados

As músicas já são prolixas, não precisa de introdução.

5. Arch/Matheos – Sympathetic Resonance

Se você me conhece um pouco, sabe que sou um aficcionado por Fates Warning. Jim Matheos é definitivamente um dos maiores mestres do metal progressivo, une capacidade incrível de composição, com riffs e solos de extremo bom gosto, dosando sempre melodia, agressividade e melancolia num equilíbrio quase perfeito. Não se engane, Sympathetic Resonance é um disco do Fates Warning recente, mas com os vocais de John Arch em vez de Ray Alder. Apesar de gostar incomparavelmente mais do cantor atual da banda, nem dá para dizer que isso pesa no álbum, pois as linhas vocais foram criadas por Arch, usando todo seu potencial e versatilidade, sem soar tão estridente como no passado, tudo isso em poucas faixas longas e intrincadas, mas nunca chatas. Lição do estilo para outras bandas (leia-se DREAM THEATER).

4. …And You Will Know Us By the Trail of Dead – Tao of the Dead

É difícil classificar essa banda do mesmo jeito que é um saco digitar seu nome inteiro. O Trail of Dead navega em mares entre o progressivo, o psicodélico, o grunge, o metal e o rock alternativo. Essa mistureba toda acaba sempre dando caldo e em Tao of the Dead a viagem te leva longe. Aquela melodia bem radiofônica do nada vira um space rock lisérgico e do nada volta pra algo completamente pop. Disco sem limite algum para as ideias musicais da banda, tudo redondinho e lunático. Como um bom álbum de progressivo.

3. Hammer of Misfortune – 17th Street

Hammer of Misfortune é uma banda à qual eu nunca dei tanta atenção. Quanto tempo perdido. Depois de ouvir e ficar viciado em 17th Street, resolvi dar uma olhada no catálogo deles e percebi que a genialidade do trabalho atual já se encontrava presente nos anteriores. A sonoridade de 17th Street fica num meio termo entre o metal e o prog setentista, com melodias absurdas, interpretações vocais geniais, algumas vezes misturando vocais femininos pra dar um clima mais diferente, quase de musical. Tudo isso acompanhado por um instrumental apuradíssimo, alguns solos de extrema inspiração. Banda que caminha fácil para entrar no rol das minhas “novas favoritas”.

Senhoras e senhores, que venham os campeões no próximo post!

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